INQUÉRITO
A síndrome da nostalgia
Bons e maus, há jogos que nos fazem perceber o poder interativo da saudade.
Quarta, 14 Março 2012 16:50Não é um caso sério, mas a síndrome da nostalgia é real e bem capaz de afetar muitos jogadores (em especial os mais velhos). Há casos de sucesso, mas também não são raros os casos de fracassos desastrosos.
Mortal Kombat, por exemplo, não precisou da benevolência dos jogadores, mas Duke Nukem já será um caso de estudo completamente diferente.
A questão surgiu na redação com a chegada de Saint Seiya: Sanctuary Battle. Enquanto o Duarte Pedreño (que acompanhou a série nos anos 90, em japonês, na RTP) gabava o cuidado com diversos pormenores, o Rui Parreira perguntava em tom jocoso se Shiryu, o cavaleiro do dragão, era na verdade o cavaleiro do gafanhoto (achando que os bigodes no capacete eram antenas).
Está claro que alguém que não tenha seguido Os Cavaleiros do Zodíaco não prestará atenção aos detalhes (porque não sabe que lá estão), mas são estes pormenores que transportam o poder nostálgico do título, independentemente da qualidade do mesmo.
A questão que se impõe, no entanto, é se esta síndrome nos torna mais condescendentes com os jogos. Será que por um título apelar ao nosso lado nostálgico consegue fazer-nos perdoar as suas falhas?















14 Comentário(s) Registe-se ou faça Login para comentar
Cumps
No entanto, caso haja um pormenorzinho, por muito pequeno que seja, que se oponha a alguma crença/atitude/moralidade/tradição/parte da narrativa/imagem/estilo que é transmitida e reconhecida pelos fãs do filme/livro/anime/comics, então o jogo ganha logo pontuação nula e o ultraje faz logo com que o fã rejeite e cuspa no jogo, queimando-o de seguida...true story
Muitas saudades mesmo! :'(
Sina RSS para comentários ao tópico.